Convênios Odontológicos: 7 Passos Importantes que Você Precisa Saber Antes de Se Credenciar

O que você pensa sobre convênios odontológicos?

Convênios Odontológicos

Dentro da área de Saúde, é observado cada vez mais o aumento do público de pacientes que possuem algum tipo de convênios, o qual fornece alguns benefícios e rede de atendimento por profissionais credenciados.

Indústrias e grandes empresas adotaram tais operadoras como parceiras para fornecimento da assistência à saúde bucal como benefício a seus colaboradores.

Em contrapartida, Médicos, Fisioterapeutas e outros profissionais liberais preenchem o caderninho de referenciados, prestando serviço à um preço tabelado pelos planos de saúde.

E na Odontologia, este cenário não é diferente!

Seriam os convênios algo bom pra começar no meu consultório ou clínica?

Convênio odontológico

Cerca de 20 milhões de brasileiros possuem algum tipo de plano odontológico, quer seja de operadoras, seguradoras, autogestões ou cooperativas.

Além disso, a projeção do potencial de alcance deste serviço alcançará perto dos 50 milhões de brasileiros nos próximos 7 anos, de acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS).

Desta forma, como lidar com um mercado tão crescente em nosso país?

Como lidar com planos odontológicos

Poucos sabem, mas existe um potencial imenso de ganhos ao credenciar-se para o atendimento a este público.

Se você já teve essas dúvidas, não deixe de ler estes 7 passos importantes antes de se credenciar em um convênio.

Nele você vai aprender:

  • Convênios são o meu perfil?
  • Qual a classe social dos beneficiários?
  • Quais os valores dos procedimentos?
  • Qual o tempo de formação e custo para me credenciar?
  • O que são “vidas”?
  • Rol mínimo e procedimentos no particular.
  • Quer atender pelo convênio, mas nunca atendeu?

Parece interessante? 

Então continue lendo…

1. Atendimento de operadoras odontológicas é o seu perfil?

Convênio é o seu perfil?

Porque realiza-se esta pergunta?

Geralmente os dentistas esquecem que o atendimento à clientes com convênio envolve diversas burocracias, que são variáveis de acordo com cada empresa detentora da carteira de beneficiários (pacientes do convênio).

Prontificar-se a exercer convênio é algo que exige um pouco mais de sua capacidade organizacional. Preencher corretamente as GTO’s (Guias de Tratamento Odontológico), atentar-se às regras de carência, ter cuidado com a glosa (quando o procedimento é realizado e não é aceito por algum motivo), o correto envio de imagens e radiografias compõe todo este exercício.

E para tal, é necessário estar disposto!

2. Qual a classe social dos beneficiários do convênio?

Classe Social

As operadoras apresentam uma característica muito nítida presente no seu serviço: a popularização do acesso ao atendimento em saúde.

Desta forma, supõe-se que a classe social desta clientela é de baixa renda e só procura o serviço do credenciado quando coberto pelo plano, correto?

ERRADO!

Nem sempre os clientes são de baixa renda. Depende muito da operadora, da empresa credenciada, de como é a cultura local da região/município, de como os convênios são enxergados pela população local.

Existem cidades que os convênios não têm vez, enquanto que em outras os mesmos prevalecem e regem o mercado.

3. Qual o valor dos procedimentos?

valor dos procedimentos convênio

A remuneração é algo muito relativo dentro da realidade do mercado das operadoras de saúde odontológicas.

Geralmente esta segue em teoria a Lei da Oferta e da Procura. Ou seja, se o plano possui muitas vidas e poucos dentistas credenciados em um determinado município, significa que os credenciados podem estar recebendo uma remuneração melhor do que dentistas em outras cidades. A situação também pode ser o contrário.

No fim das contas, vai do que é negociado no fechamento do contrato de prestação do serviço.

Como assim?

Você pode negociar o valor dos procedimentos com o consultor de credenciamento do plano. O valor de reembolso é simulado pela operadora através de uma tabela, chamada tabela TUSS.

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Nela, os procedimentos são calculados seu valor pelas famosas USO (Unidade de Serviço Odontológico).

A USO é a moeda de negociação da operadora com o dentista a se credenciar. O valor da mesma será o fator multiplicador pela quantidade de USO que cada procedimento vale.

Portanto, ao realizar o credenciamento, NEGOCIE BEM A TABELA, SEM PRESSA, para que não se frustre com os valores de reembolso que receberá.

4. Quanto custa se credenciar e qual o tempo de formação exigido?

Qual o custo para se credenciar

Credenciar-se não custa nada.

A prestação do serviço para operadoras e seguradoras é de livre e espontânea vontade. Ou seja, atende quem quiser.

No entanto, deve-se ficar atento com o tempo de formação! Algumas operadoras exigem que o credenciado tenha pelo menos 1 ano de formação, outras exigem dois, três, quatro e até cinco anos no mínimo de formação para se credenciar, o que torna um pouco mais dificultoso para quem é recém formado e quer começar a fazer sua carteira de clientes a partir dos convênios.

Então, basta você se dispor às regras, termos e observações de cada operadora, para que o reembolso pelos tratamentos venha de acordo com os atos odontológicos que realizou.

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5. Quantas “vidas” a operadora de saúde apresenta na sua cidade?

Plano de saúde

Em geral, os convênios quantificam o número de pessoas para mensurar o tamanho da rede credenciada para a cidade chamando os pacientes por “Vidas”. Isto é apenas uma sinonímia técnica.

Mas porque você deve saber deste detalhe?

Quanto mais vidas a operadora possui na cidade, maior a quantidade de clientes em potencial que podem procurar o seu serviço assistencial odontológico. Se mais pessoas te procuram, mais serviço terá para você prestar!

6. Oferecendo tratamento além do que o plano cobre

Paciente particular

Os convênios apresentam na maioria das vezes apenas cobertura do rol mínimo de cobertura decretado pela Agência Nacional de Saúde. Ou seja, tratamentos de média ou alta complexidade geralmente não são contemplados.

Por esta razão, o convênio ainda é preferido pelos dentistas, que por sua vez miram uma demanda de potencias clientes, oferecendo além do atendimento pelo plano um ato complementar no particular, de valores a serem acordados entre cliente e profissional.

Então, na grande maioria das vezes você pode ofertar e cobrar no particular tratamentos Ortodônticos, Clareamento, Próteses, de Disfunção Têmporo-mandibular, procedimentos estéticos, uma vez que o convênio não permite procedimentos com a finalidade estética.

7. Decidiu? Vai atender? 

Decidiu atender

Pergunte a um colega que presta este tipo de serviço.

Analisar a rede credenciada pode fazer você identificar um conhecido que diga como é a experiência com aquela operadora ou seguradora. Ele pode te nortear quais os documentos necessários para o credenciamento, regras de carência e pagamento, relacionamento com auditoria, entre outros quesitos.

Então, antes de se credenciar e para ficar mais tranquilo, busque informações com colegas que já atendem por algum convênio. Tire todas suas dúvidas possíveis e faça sua escolha!

Boa sorte! 😉


Gostou dessas dicas?

Curta e use os botões acima e compartilhe com seus amigos dentistas e com aqueles que estão em dúvida se deveriam atender pelo convênio ou não.

Dê sua opinião abaixo sobre o atendimento com convênios odontológicos. E se quiser conversar diretamente comigo, me mande um email para enzo@odentistadigital.com.

Grande abraço!

Enzo Rosetti
O Dentista Digital, Mais que Odontologia, SEU Estilo de Vida.

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3 Comentários


  1. Olá, boa tarde. gostei do artigo.
    muito bom, gostria de ter algumas dicas sobre documentação necessária ´para ter conv~enios no consultório.


  2. Excelente o texto …. Tem sempre o lado bom de ser credenciado a um convênio.O autor do texto foi muito feliz colocando que o dentista antes de se credenciar precisar saber se ele tem o perfil para trabalhar com operadoras de convênios.É uma realidade hoje no Brasil o aumento dos planos odontológicos, por isso nos dentistas temos que nos adequar a esta realidade. Parabéns pelas dicas. Vou compartilhar.

    1. Pablo Vieira

      Muito obrigado pelo comentário Fernando!! De fato, temos sim que nos adequar a essa realidade e cada vez mais crescente dos planos odontológicos! Grande abraço!

Comentários encerrados.